:: O que é PRP - Plasma Rico em Plaquetas

O plasma rico em plaquetas autólogo foi descrito no início dos anos 1970 como um subproduto das incipientes e promissoras técnicas de aféreses. No entanto, sua aplicação em procedimentos cirúrgicos aconteceu após 1989.

 

O PRP é um produto derivado do processamento laboratorial do sangue autógeno, coletado no período pré-operatório e rico em fatores de crescimento, que são liberados dos grânulos alfa, após a ativação plaquetária. É um produto orgânico, atóxico e não imuno-reativo, por ser autógeno(do próprio paciente).

 

O sangue é processado, e somente são separadas as plaquetas, resultando em um concentrado.

 

O objetivo da utilização do PRP consiste em acelerar a regeneração tecidual, partindo do princípio da influência das plaquetas nos processos de hemostasia a partir da lesão endotelial, processos inflamatórios com a presença de macrofagócitos e neutrófilos e processo de regeneração e cicatrização, onde existe a presença de fatores de crescimentos derivados das plaquetas que provocam a proliferação e diferenciação celular até o reparo e total regeneração do tecido lesado.

 


 

:: O que tem no Sangue

 

O sangue é um tecido fluido, formado por uma porção celular que circula em suspensão a meio líquido, o plasma.

A porção acelular ou plasma é constituída de 92% de água. Os restantes 8% são formados por proteínas, sais e outros constituintes orgânicos em dissolução.

A fase celular é constituída por glóbulos vermelhos ou eritrócitos, glóbulos brancos ou leucócitos e plaquetas.Todas as células do sangue são originadas na medula óssea vermelha.


As primeiras células sanguíneas do homem surgem no período embrionário, do quarto ao sexto mês de vida fetal, as células são formadas no baço e no fígado, e a partir de então, esta passa a ser feita na porção esponjosa dos ossos, ou seja, é o período medular.

 

No período pré-natal e ao nascimento, existe medula óssea formadora de células sanguíneas em quase todos os ossos.

O tecido hematológico é formado pelo conjunto de sangue periférico e medula óssea.

Os eritrócitos abrigam a hemoglobina, fazem o transporte de gases, O2 e CO2 , os leucócitos são responsáveis pela defesa imunológica. As plaquetas são responsáveis pela hemostasia e processo de cicatrização e regeneração tecidual.

 


 

 

:: As Plaquetas

 

Plaqueta ou trombócito, apresentam-se como células incompletas formadas apenas por porções do citoplasmadas células que lhe dão origem – os megacariócitos.


Possui em seu citoplasma uma organela chamada grânulos alfa, estes contêm :os fatores de crescimento, fatores da coagulação e proteínas de adesão, outra organela é o corpo denso, importante na liberação de serotonina, cálcio e ADP.

É de conhecimento geral o papel das plaquetas na hemostasia/coagulação; porém, a utilização das plaquetas como veículo de armazenamento e transporte de sinais celulares é um conceito novo.


A plaqueta circula no sangue de forma inativa, só é ativada quando há lesão endotelial, onde se inicia a hemostasia, contendo o sangramento e regenerando o tecido.

Quando a plaqueta é ativada, emite pseudópodes ("falsos braços"), fazendo a comunicação com o meio externo, liberando todas as suas organelas e componentes para o tecido.

 


 

 

:: Fatores de Crescimento

 

O termo fator de crescimento denomina um grupo de polipeptídeos que estão envolvidos na proliferação e diferenciação celular e morfogênese de tecidos e órgãos da embriogênese até a fase adulta. Estudos específicos do PRP identificam uma lista completa de fatores de crescimento.

Esses polipeptídeos são capazes de regular diversos eventos celulares como: síntese de DNA, quimiotaxia, citodiferenciação e síntese de matriz extracelular. Se ligam a receptores específicos na superfície de suas células alvo, por isso a denominação da terapia de sinais celulares.

Essas moléculas naturais são os iniciadores universais de quase todos os processos de reparo.

 

 


 

 

:: Obtenção do PRP e PRFB - Gel de Plaquetas e Fibrina Biológica

 

A técnica de separação e concentração de plaquetas começou a ser aplicada em cirurgias odontológicas, logo, foi aplicada também em outras áreas como a ortopedia e traumatologia, cirurgias plástica, no tratamento de feridas, diabéticos e cirurgias cardiovasculares.

A técnica consiste em : O paciente é submetido a coleta de sangue venoso, o qual é depositado em tubos de ensaio contendo anticoagulante apropriado. Os tubos são levados a centrífugação, por 10 minutos.

O plasma separa-se em frações. A porção mais rica em plaquetas, cerca de 4 a 6x mais que o volume circulante, é separada em ambiente estéril. Esta será ativada e aplicada diretamente na lesão.

A porção menos rica, mas com grande concentração de fibrinogênio, também é separada, e pode ser aplicada como cola de fibrina em regiões sangrantes como selante e em fechamento de feridas.

A trombina é obtida por centrifugação do sangue do próprio paciente, denominada autóloga. É utilizada na reação de ativação do plasma rico em plaquetas.

A ativação deste plasma separado (PRP) se dá acrescentando trombina autóloga e Gluconato de cálcio 10% a cada fração plasmática. Com isso ocorre a formação de gel e coágulo. Após este procedimento ocorre a liberação dos fatores de crescimento existente no interior das plaquetas, reagindo no tecido.

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